por Gustavo Chacra, 21.09.08 Seção: Líbano s 10:35:20.- Estadão

 

Sempre que venho ao Líbano, quando uma pessoa descobre que tenho origem libanesa, ela faz logo duas perguntas – 1) De qual cidade é minha família e 2) Qual a minha religião.

No Líbano, a religião não é algo que define apenas quem você é. Mas também o que você pode ser. Por exemplo, se você for muçulmano ou druso, estará automaticamente impedido de ser presidente do país. Este cargo é restrito aos cristãos maronitas. Isto é, ser cristão apenas não adianta. Cristãos ortodoxos, melquitas, armênios ortodoxos, armênios católicos, assírios, caldeus, coptas, católicos romanos e protestantes também nascem sabendo que a Presidência é algo que eles nunca vão alcançar. O mesmo vale para o posto de chefe das Forças Armadas – tem que ser cristão maronita.

Para ser premiê, tampouco basta ser muçulmano. Tem que ser muçulmano sunita. Para os xiitas, resta o cargo de presidente do Parlamento. Aliás, não custa lembrar que o Parlamento também é dividido entre muçulmanos e cristãos. O mesmo vale para o Ministério.

Com essas informações em mãos, já sabemos que o presidente do Libano, Michel Suleiman, é cristão maronita; o premiê, Fuad Siniora, é muçulmano sunita; e o presidente do Parlamento, Nabi Berri, é muçulmano xiita.

Porém, apesar de terem esses cargos, eles não são necessariamente as figuras mais proeminentes de suas religiões.

O principal líder cristão maronita, em termos religiosos, é o patriarca Nasrallah Sfeir. Politicamente, os maronitas e cristãos em geral se dividem em uma série de facções, cujos principais líderes são os rivais Michel Aoun e Samir Gaegea (em breve, haverá um post apenas sobre os cristãos). Mas há ainda as famílias Franjieh, Gemayel, Chamoun e outras.

Já o maior líder sunita hoje é Saad Hariri, principalmente pelo fato de ele ser filho de Rafik Hariri, ex-premiê que morreu em mega-atentado terrorista em 2005 que mudou a história do Libano (também será tópico de post no futuro).

Os xiitas, obviamente, têm como figura mais proeminente o xeque Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah. Apesar da popularidade da organização, o cargo de presidente do Parlamento historicamente fica nas mãos dos ex-inimigos e hoje aliados da também xiita Amal.

Os drusos, que não têm nenhum cargo relevante, são os que mais cegamente seguem seus líderes. O mais célebre deles é Walid Jumblatt. Mas ele não é unanimidade e muitos outros seguem a família Arslan.

Além da política, a religião define ainda com quem você pode casar no Líbano. Para um cristão casar com uma muçulmana (e vice-versa), um dos dois tem que se converter. Ou então, comprar uma passagem e se casar no civil no Chipre. O mesmo vale para herança.

Fonte: Diário do Oriente Médio - Religião define o que você pode ser no Líbano

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Há alguns meses, as agências cristãs internacionais de notícias informam a intensificação dos ataques aos crentes no Estado de Orissa, na região leste da Índia. Especialmente na última semana os conflitos acentuaram-se especialmente pelo assassinato de um importante líder hindu em Orissa e que teria sido atribuído a um grupo cristão da região, fato que não é confirmado por nenhuma autoridade da Índia.



De acordo com relatos de obreiros da terra, inúmeros extremistas hindus, ligados ao grupo militar Vishwa Hindu Parishad, atacaram residências, arrombaram e saquearam igrejas naquelas regiões. Cerca de 20 pessoas morreram em decorrência dos ataques e outras centenas, com medo, fugiram de suas casas buscando refúgio em cidades vizinhas e até mesmo em florestas. Em outras partes de Orissa, quando os extremistas hindus encontram os cristãos torturam-os exigindo a conversão ao hinduísmo ou a morte. Os governos do país e de Orissa sequer manifestaram interesse em cessar a onda de violência, limitando-se a montar campos de refúgio para os cristãos.



Nos últimos dias o ministro-chefe de Orissa autorizou que grupos cristãos e organizações humanitárias ajudassem as vítimas da violência, estimada em 23 mil desabrigados espalhados em dez campos mantidos pelo governo onde faltam itens básicos como água e alimentação. Ele também teria prometido deixar os grupos abrirem campos de refúgio nas áreas afetadas.



Do total da população da Índia, estimada em pouco mais de 1 bilhão de habitantes, especula-se que 2,5% sejam cristãos evangélicos (cerca de 25 milhões de pessoas).



Motivos para oração

Interceda pela Índia. Clame a Deus pela vida dos missionários que atuam naquele país. Peça a Deus que proteja os obreiros e os cristãos de Orissa, onde as perseguições e ataques têm ocorrido com maior freqüência.

 

Fonte: JMM - Missões Mundiais - Governo de Orissa autoriza ajuda aos cristãos

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Igreja,

A violência contra os cristãos indianos já atingiu mais de cinco Estados, deixando até agora, um saldo de mais de 40 mortos e milhares de pessoas refugiadas.

Em função dessa dramática situação, a Portas Abertas iniciou uma Ação Institucional em socorro aos nossos irmãos na Índia.  A ação consiste em solicitar às autoridades indianas no Brasil atitudes que cessem essa onda de violência.

Quanto mais e-mails conseguirmos enviar, maior será a chance de chamar a atenção dessas autoridades.   O objetivo é simples: travar a caixa de entrada dos e-mails. Mesmo que o conteúdo seja o mesmo, envie quantas vezes quiser e puder.

É extremamente simples ajudar. Sinceramente, é uma vergonha não fazê-lo!

Os endereços para onde você deve enviar a carta modelo são:

com@indiaconsulate.org.br
elson@indiaconsulatemg.org
ambassador@indianembassy.org.br
dcm@indianembassy.org.br
hoc@indianembassy.org.br
amb.brasilia@mea.gov.in

Copie os endereços e cole-os para simplificar sua ação.
Não esqueça, envie quantas vezes puder.
O momento exige urgência nas orações e ações práticas! 

Em nome da Igreja da Índia,

Renata Éboli

Clique aqui e veja o modelo do texto

 

  20 de setembro de 2008
 

www.portasabertas.org.br
Fone: (0–11) 5181 3330
Fax: (0–11) 5181 7525

 

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Extremistas saquearam esta igreja em Karnataka

Grupos rebeldes continuam a pilhar e queimar igrejas e atacar cristãos em Orissa e Uttar Pradesh, na Índia, enquanto isso, novos ataques estão sendo relatados em Uttar Pradesh e Kerala. Enquanto continuarem os ataques, o total de mortes entre os crentes continua a aumentar à medida que lutam para sobreviver em campos de refugiados onde o acesso à água potável e de alimentos seguros é extremamente limitada. Ler o restante »

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